Hyperdimensão e as Vilas Divinas

Hyperdimensão — ou Hypernizuszean, como é chamada nos registros mais antigos — não é uma simples extensão da realidade, mas um plano superior de existência, uma camada paralela ao universo perceptível que opera sob leis cósmicas distintas das conhecidas pela física humana. É uma dimensão que não apenas transcende o espaço e o tempo, mas reformula suas propriedades.

Diferente do mundo humano, onde a matéria é regida por estruturas atômicas e energias previsíveis, a Hyperdimensão é fundamentada em princípios metafísicos, onde ideias se tornam substância, e vontade molda a realidade. Ela é, simultaneamente, o berço da criação e a última fronteira do oculto.

As Vilas Divinas são os bastiões civilizatórios desse plano — cidades ocultas aos olhos desatentos, envoltas em campos dimensionais que camuflam sua existência para qualquer ser não autorizado. Situam-se sobre pontos de convergência energética entre o mundo físico e a Hiperexistência, conhecidos como Nódulos Nexus. É por esses nódulos que criaturas divinas, ou mesmo aberrações, ocasionalmente transpassam ao mundo humano.

Natureza Científica e Mística da Hyperdimensão 

A ciência da Hyperdimensão não é mecânica — é ontológica. Tudo nela se baseia na essência e não apenas na matéria.
O que os humanos chamam de "magia", aqui, é ciência espiritual avançada, codificada em runas vivas, algoritmos áuricos e campos de ressonância que reconfiguram o éter local.

A matéria nesta dimensão é fluida e consciente. Montanhas podem mover-se por vontade própria. Velocidade da Luz não afeta diretamente a massa. A luz pode ter peso. Chamas podem ser sólidas. O tempo pode correr em espirais. Criaturas nascidas ali não obedecem às limitações termodinâmicas, pois são filhos diretos da Criação Primordial.

Portais entre os mundos são estabilizados por pilares de simetria, estruturas cristalinas que alinham os vetores da realidade humana com os vetores da Hyperdimensão. Essas entradas são mantidas escondidas por mecanismos de percepção, só visíveis àqueles que possuem algum grau de ascendência divina ou iluminação espiritual.

"Não afirmo que tudo se resume à magia", dissera Sasha para Raggio, "mas é inegável que há leis maiores que desafiam o entendimento humano."

A Vila Principal ✧

Cidade de ZeusO Trono dos Céus
Localizada na região correspondente à Grécia na Terra humana, é a maior e mais resplandecente das Vilas Divinas. Erguida sobre um platô suspenso por colunas de éter puro, a cidade é governada pela descendência de Zeus. Seu céu nunca escurece completamente — permanece num eterno crepúsculo dourado, refletindo a supremacia do raio e do comando. Atualmente é a única grande vila ativa depois da "Guerra dos Mundos" contra "Os Príncipes".  
Por decisão do Rei dos Deuses, ele unificou as três grandes em apenas esta.
  --> Obs:. Valendo lembrar-se que, ainda existem vilas menores como "Os Campos de Ares", ou "As Forjas de Herfestos" entre outras.

Mas, para adição de informação estas eram as outras duas:

🌊 Inativa: Ilhas de Poseidon — As Coroas do Mar

Espalhadas pelo Mar do Diabo, essas ilhas flutuantes existem em simbiose com os oceanos da Hyperdimensão. São lar de seres anfíbios, draconianos abissais e da linhagem direta de Poseidon. Seus portais marinhos se abrem nas profundezas dos mares humanos, muitas vezes causando os fenômenos que os humanos chamam de "vórtices", "triângulos malditos" ou "aparições". As ilhas são protegidas por uma barreira de pressão quântica líquida — uma parede de água consciente.

☠️ Inativa: Condado de Hades — O Véu Silencioso

Correspondente ao Brasil no plano humano, este território sombrio é o domínio do oculto. Envolto por brumas que não se dissipam, o condado é regido pela morte — não como fim, mas como transição. Nele vivem necromantes imortais, juízes etéreos e criaturas que desafiam o próprio conceito de existência. O Condado de Hades é também onde se situa o Portal da Reversão, capaz de devolver entidades banidas ao seu plano original... ou aprisioná-las para sempre.

Regras Divinas ✦ 

1. Proibição da Geração de Novas Divindades: Os deuses estão proibidos de se unirem romanticamente com semideuses ou mesmo entre si com o propósito — ou risco — de gerar descendência. Tal união poderia dar origem a novas divindades, entidades cujo poder desmedido ameaça o equilíbrio entre o plano divino e o mortal. Essas restrições foram instituídas pelo próprio Rei dos Deuses, como salvaguarda contra uma nova era de caos. Nesta regra, também se encaixa a geração de Semideuses vindos do "deus unido", ou seja... das duas contra partes.

2. Limites de Ação contra Mortais: Nenhum deus pode ferir, amaldiçoar ou eliminar mortais — sejam humanos ou semideuses — a menos que estes iniciem o conflito. Isso inclui agressões físicas, ofensas diretas ou provocação verbal/intencional. Mesmo assim, a resposta divina deve ser proporcional e controlada, pois o abuso de poder contra seres inferiores é punível pela Corte Celestial. 

3. O Véu do Futuro: Deuses que possuem a visão do futuro estão proibidos de compartilhá-lo com qualquer outro ser. A única exceção é a revelação sob a forma de profecias enigmáticas. Estas são entregues àqueles considerados dignos — se forem capazes de interpretá-las corretamente. 
  --> O futuro não é fixo. Ele pode ser alterado por decisões e eventos imprevisíveis.
  --> Titanions não podem ter seus futuros lidos com precisão.
  --> Ações de certos deuses naturais ou de existência primordial também estão além da visão ordinária, sendo ocultas ou distorcidas no tempo.

4. Permanência no Plano Mortal: Os deuses não podem permanecer por longos períodos no plano humano ou em mundos de baixa ressonância cósmica. Sua presença prolongada pode causar desastres naturais, rupturas dimensionais ou colapsos temporais, em razão do desequilíbrio energético provocado pela sua essência divina. Para evitar tais consequências, os deuses devem retornar à Hyperexistência.
   --> Após deixarem o plano mortal, devem permanecer afastados por um tempo entre 10 a 100 vezes maior do que o período que permaneceram entre os vivos, alterando de acordo com o nível de poder do deus. Essa medida foi decretada por Zeus, o Rei dos Deuses, como garantia da estabilidade dos mundos vivos.

Hierarquia Divina 👑

"Ainda que diferentes em nome e culto, todas as divindades seguem uma estrutura cósmica — onde ordem, poder e soberania definem seu lugar no trono do universo."
"Ainda que diferentes em nome e culto, todas as divindades seguem uma estrutura cósmica — onde ordem, poder e soberania definem seu lugar no trono do universo."

Zeupiteris Maximus é o ápice do panteão greco-romano. Não apenas é o mais poderoso entre os deuses olímpicos, como também é o soberano do universo. Filho mais novo do Titã do Tempo, foi aquele que liderou a rebelião dos deuses contra os titãs e conquistou o trono do cosmos. Diferente de seu pai, não monopolizou o domínio divino: dividiu os reinos entre seus irmãos e designou funções aos demais deuses, estabelecendo uma ordem divina baseada em equilíbrio e função.

Após a queda do pai, o universo foi dividido entre os três grandes irmãos. Zeupiteris Maximus governaria os céus e o plano divino superior. Nesseidon Rex Abissus, o senhor dos mares e abismos oceânicos. Rex Umbraeo soberano do submundo e dos mortos. Essa tríade compõe a fundação da autoridade cósmica, equilibrando os aspectos da vida, morte e existência.

Com os fins dos eventos da guerra entre Gregos e Romanos, os Deuses voltaram a torna-se em um só aderindo aos dois nomes que carregaram em sua história.

Bençãos 🌀

As Bênçãos Divinas são manifestações de poder concedidas por entidades superiores — deuses antigos e demais seres da Hyperexistência — como forma de reconhecimento, gratidão, respeito ou afeição. São marcas sagradas, presentes imateriais ou dons que carregam a essência do deus que a concedeu.

Na maioria das vezes, essas bênçãos surgem como resposta a cultos constantes, orações sinceras, feitos honrosos ou homenagens profundas. Ser cultuado fortalece os deuses, e, como retribuição, eles estendem parte de sua graça àqueles que os honram.

Podem ser fruto de orações, oferendas, cultos, feitos heroicos ou simples gestos de fé.

→ A bênção concedida pode ser:
  --> Uma habilidade ativa.
  --> Uma habilidade passiva.
  --> Um objeto, itens ou afins.

→ A escolha do efeito da bênção cabe ao deus que a concede (será criada e aprovada pelos ADMs).

Adendos

→ Serão consideradas tanto as interações dentro do jogo (ON), quanto o comportamento dos players fora dele (OFF), em relação ao respeito ao panteão e à narrativa do RPG.
→ Quanto maior o rank do deus que abençoa, mais poderosa será a bênção recebida.
→ Bênçãos só podem ser retiradas por dois meios: pelo próprio deus que a concedeu ou pelo Deus Supremo, Zeus.

Medidores de bençãos 🛐

Para uma melhor organização e progressão no RPG, foi implementado um sistema de barras de bênçãos, que funcionam como medidores de afinidade divina - semelhantes a barras de XP. Cada jogador possui uma barra de pontos com determinados deuses antigos, que pode aumentar ou diminuir conforme suas ações.
É possível fazer oferendas todos os dias em ON, mas é dever do player registrar os ganhos e informar a ADM das cenas para serem aprovadas!

Regras Gerais

→ As ações dos jogadores impactam diretamente sua barra de bênção com cada deus, dependendo se são a favor ou contra os princípios da divindade em questão.
→ Ao atingir o limite da barra, ela é zerada e só poderá começar a ser preenchida novamente após 1 mês de RPG.
→ A pontuação mínima obrigatória de texto é 250 caracteres, mas não há problema em ultrapassar esse número, desde que o conteúdo seja bem elaborado.
→ Não serão dadas dicas aos jogadores
→ Pesquisem e reflitam bem antes de agir com relação aos deuses, pois atitudes impensadas podem gerar pontos negativos. Esses pontos negativos contam apenas metade na hora da recuperação da barra.
→ Deuses fora do RPG (aqueles que não estão ativos ou disponíveis para uso direto) também podem receber pontos, mas sua AD (Afinidade Divina) será variável.
→ Quando um mesmo ato homenageia mais de um deus, os pontos serão divididos entre eles proporcionalmente.
→ Ações realizadas no off (fora do jogo) que afetem o universo ou coerência do RPG descontam pontos da barra de bênção.
→ Oferendas repetitivas e comuns serão ignoradas com o tempo, especialmente se não tiverem criatividade ou significado adicional.

Limites de AD por Categoria de Deus

→ Deuses da Trindade: até 300 AD
→ Deuses Maiores (Olimpianos): até 250 AD
→ Deuses do Submundo: até 225 AD
→ Deuses Menores: até 200 AD
→ Deuses sem AD definido ou fora do RPG: AD variável, a critério da ADM.

Regras de Combate e Bênção

→ Dedicações de combate devem ser feitas antes do início do confronto: Declarações feitas após o início não serão consideradas.
→ Caso um jogador já tenha uma bênção e sua barra atinja -25 AD: ele perderá essa bênção.
→ Ao chegar a -100 AD:  O deus em questão poderá matar o personagem, como punição por tamanho desrespeito.

Cores das Almas 🌈

Cada alma manifesta uma cor própria — uma irradiação viva que representa a essência do ser. Essa coloração espiritual reflete traços profundos da personalidade, inclinações morais, o modo como um deus ou semideus age no mundo e, por vezes, as virtudes e os pecados que habitam no íntimo de cada um.

A cor da alma não é fixa. Pode se alterar ao longo da existência, conforme o portador muda internamente ou é tocado por alguma força divina. Nessas ocasiões, a alma pode se tornar dourada, prateada, cristalina ou até multicolorida, especialmente em manifestações divinas.

Nem sempre as cores da alma estão ligadas diretamente ao progenitor divino ou seus poderes. Cada cor carrega em si associações próprias, ligadas a emoções, virtudes, pecados e elementos primordiais.

🔴 Vermelho
→ Significados: Paixão, energia, poder, guerra, perigo, sangue, coração humano
→ Pecado associado: Ira
→ Virtude oposta: Paciência
→ Elemento: Fogo

🟠 Laranja
→ Significados: Alegria, vitalidade, prosperidade, sucesso, criatividade, novas ideias
→ Pecado associado: Gula
→ Virtude oposta: Temperança
→ Elemento: Metal

🟡 Amarelo
→ Significados: Calor, descontração, otimismo, sol, verão, felicidade
→ Pecado associado: Avareza
→ Virtude oposta: Caridade
→ Elemento: Raio

🟢 Verde
→ Significados: Esperança, liberdade, saúde, juventude, natureza, renovação, dinheiro
→ Pecado associado: Inveja
→ Virtude oposta: Bondade
→ Elemento: Madeira

🔵 Azul
→ Significados: Tranquilidade, serenidade, harmonia, frieza, monotonia, infinito, céu
→ Pecado associado: Preguiça
→ Virtude oposta: Diligência
→ Elemento: Água

🌸 Rosa
→ Significados: Romantismo, ternura, beleza, pureza, fragilidade, suavidade
→ Pecado associado: Luxúria
→ Virtude oposta: Castidade
→ Elemento: Ar

🟣 Violeta
→ Significados: Espiritualidade, magia, mistério, tristeza, introspecção, libertação
→ Pecado associado: Orgulho
→ Virtude oposta: Humildade
→ Elemento: Terra

⚪ Branco
→ Significados: Paz, pureza, união, limpeza, liderança, harmonia universal
→ Pecado associado: Heresia
→ Virtude oposta: Devoção
→ Elemento: Luz

⚫ Preto
→ Significados: Mistério, morte, elegância, mal, vazio, medo, o desconhecido
→ Pecado associado: Mentira
→ Virtude oposta: Sinceridade
→ Elemento: Trevas

Sala das Mil Portas🚪

Entre os povos do mundo corre uma antiga lenda. Diz-se que, nos confins da existência — seja no próprio Olimpo ou além dos limites do mundo conhecido — existe uma sala colossal, um espaço fora do tempo e da realidade comum, conhecida apenas como a Sala das Mil Portas.

Essa sala teria sido criada por duas entidades enigmáticas e primordiais: O Contemplador e O Observador. Juntas, essas forças cósmicas moldaram esse lugar com um único propósito: manter os diferentes mundos unidos, permitindo o equilíbrio entre realidades, tempos e mitologias.

Na Sala, erguidas lado a lado, existem centenas, talvez milhares de portas, cada uma conectando-se a um mundo distinto. Mas não mundos como o Submundo ou o Olimpo — mundos completamente diferentes, com outros deuses, culturas e forças divinas, além dos panteões greco-romanos.

De acordo com a lenda, Zeus/Júpiter guarda esse lugar em segredo absoluto, ocultando sua existência de todos os seres considerados inferiores ao Olimpo e ao próprio rei do Submundo. Ainda assim, acredita-se que ambos — Zeus e Hades/Plutão — usam a Sala para viajar entre os mundos, buscando conhecimento, poder e alianças com outras divindades.

Há relatos de que criaturas errantes eventualmente encontram a Sala por acaso e, sem compreender sua magnitude, atravessam suas portas, viajando entre mitologias e planos de existência

Durante a Guerra dos Príncipes, Raggio e Icarus Zeppeli conseguiram forçar uma entrada a Sala das Mil Portas. Em meio ao combate entre os dois, ambos foram lançados para dentro do núcleo da existência: o domínio das entidades primordiais, O Contemplador e O Observador.

Ali, em meio ao colapso das realidades, Icarus foi morto pelo irmão mais novo e consumido por sua própria ambição. Raggio, por outro lado, conseguiu manipular as forças ali presentes e, ao retornar, restaurou o fluxo do tempo no mundo greco-romano, trazendo de volta os deuses e os mortos que haviam perecido devido aos planos e ações de Icarus.

© Copyright 2019. RPG criado em 17/07/2018
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